Ozonioterapia: o que é, para que serve e tratamentos

Podemos considerar que a Ozonioterapia foi uma faz maiores descobertas da história, como forma de medicina alternativa. Esta técnica – que utiliza aplicação de gases oxigênio e ozônio, é utilizada em diversos tratamentos e patologias. Portanto, está cada vez maior o número de pessoas que estão buscando na Ozonioterapia as soluções medicinais.

Este tipo de tratamento é reconhecido pelo sistema de saúde de países como Alemanha, China, Rússia, Cuba, Portugal, Espanha, Grécia e Turquia, além de ser praticada em 32 estados dos Estados Unidos. Os benefícios já foram comprados por inúmeros estudos, podendo ser indicada para tratamento de diversas patologias, dentre as quais:

úlceras varicosas,

– pé diabético,

– queimaduras,

– problemas circulatórios em geral,

– colites, proctites, fístulas e demais afecções do trato intestinal,

– problemas osteoarticulares com inflamações crônicas, como artrites, tendinites, artroses , entre outras patologias ortopédicas,

– hérnia e protusão discal com dores lombares e cervicais na coluna,

– condições de imunodeficiência,

– doenças auto-imunes,

– como terapia complementar em certos tipos de câncer,

– coadjuvante na recuperação pós-operatória,

– minimiza os efeitos debilitantes do envelhecimento,

– coadjuvante no processo de emagrecimento, estética facial e corporal.

 

Precauções

É importante saber que somente profissionais capacitados podem indicar a dosagem e a via correta de aplicação da Ozonioterapia.

Além disso, o ozônio é um gás altamente instável e nocivo se inalado, necessitando ser gerado de forma precisa com equipamentos específicos, no local do uso.

 

Contraindicações

A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise.

Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia.

 

A história da Ozonioterapia

1840

O pesquisador alemão, Dr Christian Friedrich Schoenbein, descobriu o gás ozônio em 1840. Este pesquisador observou um odor característico quando o oxigênio era submetido a uma descarga elétrica. E, pela frequência sistemática com que isto ocorria, o chamou de “ozein”, que em grego significa “aquilo que cheira”.

 

1857

O físico Dr. Werner Von Siemens desenvolveu o Gerador de Alta Frequência, aparelho que forma o gás ozônio em átomos de oxigênio por meio de descargas elétricas.

 

1914-1918

Durante a 1ª Guerra Mundial, médicos alemães e ingleses utilizaram o ozônio para tratamento de feridas em soldados, conforme já publicado na revista THE LANCET, nos anos 1916 e 1917.

Desde o século XIX, a Ozonioterapia médica era usada na Alemanha, inicialmente para combater a ação de bactérias e germes na pele humana.

 

1935

Erwin Payr, importante cirurgião austríaco e professor em Leipzig, experienciou o tratamento com ozônio por seu dentista, E. A Fisch, e apresentou uma publicação de 290 páginas intitulada “O tratamento com ozônio na cirurgia”.

Este foi o início da Ozonioterapia que conhecemos hoje. A ausência de materiais adequados e resistentes à oxidação – como plásticos para aplicação local de ozônio em feridas, ou insuflação retal do gás – tornava sua utilização complicada, razão pela qual foi esquecida durante um tempo.

 

1975

No Brasil, o médico Heinz Konrad iniciou a prática em sua clínica em São Paulo, e com ela trabalha até hoje. Em meados dos anos 90, Dr. Edison de Cezar Philippi (in memorian) introduziu a prática em Santa Catarina e difundiu a Ozonioterapia em inúmeros cursos e congressos.


1979

Hans H. Wolff dedicou sua vida à pesquisa e à aplicação do ozônio. Em 1979, um ano antes de sua morte, publicou seu livro “O Ozônio Medicinal” – no qual apresenta sua pesquisa e prática médica do uso do ozônio. Ele fundou a Sociedade Médica Alemã de Ozônio, posteriormente renomeada Sociedade Médica para Aplicação Preventiva e Terapêutica do Ozônio.

 

Reconhecida pelo Sistema de Saúde de nações mundo afora, a Ozonioterapia é praticada há várias décadas nos 5 continentes. Seus benefícios comprovados são tantos que, na Alemanha, este procedimento médico faz parte dos tratamentos pagos pelos seguros-saúde do governo.

 

Aspectos legais sobre a Ozonioterapia

A Ozonioterapia foi incluída no SUS pela portaria número 702, de 21 de março de 2018. A partir daí,o fisioterapeuta está apto a utilização da Ozonioterapia de forma ampla, desde 2010, através da resolução Coffito 380/2010.

O profissional deve estar capacitado em cursos específicos para estar praticando a ozonioterapia nas suas diversas aplicações terapêuticas, desde que de forma responsável exerça a técnica dentro de seus limites éticos e técnicos.

 

Mora em Minas Gerais e se interessou pelo tratamento?
Clique aqui e converse agora com a gente!